As ciclovias que pediste

(fotografia MUBi – mubi.pt )

Se és um utilizador frequente de bicicleta, já deves ter ouvido em alguma altura da tua vida, o apito de um automóvel seguindo de um gesto feito com o braço e com o dedo (indicativo), que é como quem diz: “vai para a ciclovia palhaço, se está ali é para tu andares, até porque és obrigado a isso”, “Ah e usa capacete e colete reflector” (aqui já sou eu a divagar) 

Depois chegas ao teu destino, descansas e como sempre pegas no telemóvel, abres o Facebook e num post qualquer de uma notícia sobre bicicletas lês comentários do tipo: “pois há ciclovias, mas depois não as utilizam” e muitos vão mais longe com um “qualquer dia empurro um para la”

Começas a ficar maluco, frustrado. O teu nível de testosterona começa a aumentar e já falta pouco para te transformares num messenger kamikaze em fixed gear de New York city.
Até que são anunciadas novas ciclovias…
E tu respiras fundo 

As novas ciclovias começam a aparecer.
E tu vês que vai continuar tudo na mesma…

Ciclovias muito estreitas, desniveladas, cheias de interrupções e pontos negros, perigosos até para uma avó que ande a 10 km/h quando está com pressa. 

E os teus níveis de testosterona, ansiedade e nervosismo começam a aumentar. Já imaginas os conflitos que vão ser originados pela tua(provavelmente acertada) escolha da não utilização daquelas novas ciclovias.

E começas a ficar arrependido de teres chateado tanta gente por causa da falta de ciclovias. Alguém com poder, por azar leu as tuas exigências e resolveu fazer-te a vontade.

Agora olha, desenrasca-te!

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